Travessia Torres del Paine ao Perito Moreno – Paso Vaquiano Zamora

Em 1996 realizamos uma Travessia inédita de mountain bike com ciclistas de 4 nacionalidades, formada por 9 brasileiros, 7 chilenos (sendo 5 da equipe de apoio), um alemão e um holandês , onde fomos os primeiros a realizaresse percurso nos Andes em um dos locais mais famosos da Patagônia: Atravessamos pelo “paso Vaqueano Zamora”, que teve início na Lagoa Azul de Torres del Paine, no Chile até o Parque nacional dos Glaciares, na Argentina.

Após uma tentativa frustrada em 2005, devido a um imenso incêndio que aconteceu justo na época prevista de nossa travessia, entramos para história por conseguirmos essa façanha.

Foram mais de 5 meses de preparação para esta inédita ciclo aventura no meio ciclístico mundial. Muitas autorizações e permissões tiveram que ser tiradas juntamente com os governos de Chile e Argentina, proprietários das fazendas por onde passamos e também da direção de ambos os parques, “muitos carimbos” diz Pablo Sepúlveda líder da expedição, pois esta parte da fronteira entre os dois países não é aberta para passagem de ninguém, é uma rota estratégica, pois ambos os países tem uma divergência de fronteiras neste setor. No lado chileno existe até uma estradinha em boas condições que corta pelo menos três fazendas e termina em uma cerca com uma porteira e um marco de indicação dos pasíses, bem na divisa dos dois países. No lado argentino, apenas uma trilha de vacas nos leva ao destino final, no Galciar Perito Moreno.

O ponto de reunião desse bando de ciclistas foi a cidade de Punta Arenas, bem no sul do Chile, a pouco mais de 3 horas de vôo de sua capital Santiago. De lá seguimos por mais duas horas de van até Puerto Natales, porta de entrada do Parque Nacional de Torres del Paine, onde fizemos os preparativos finais para o início da tão esperada viagem. Ainda tinha mais 120 quilômetros de van até o local de início de nossas pedaladas no camping da Lagoa Azul, bem no Parque de Torres del Paine.

As Torres el Paine

O primeiro contato, um susto! De repente na amplidão da planície, havia uma sombra. Que crescia metro a metro. Que então, transformou-se no que eu supunha que só existisse no enevoado universo das impressões. Montanhas colossais formando uma fortaleza no horizonte. O indizível encontro do horizonte com a verticalidade absoluta. Do nível zero da planície aos 3050 metros do cume do Paine Grande, sem aviso prévio ou etapas intermediárias. Em 1978 a UNESCO consagrou a área como reserva da Biosfera. O que quer dizer que o lugar se tornou intocável, original como toda o planeta deve ter sido um dia.

O navegador Fernão de Magalhães, que é oficialmente o descobridor da patagônia, nunca chegou a ver as Torres Del Paine. Mas os historiadores sempre disseram que foi por causa de outros gigantes, os índios locais, que ele criou esse nome, até hoje de sonoridade instigante. Patagônia seria uma referência às grades pegadas (patagones) que ele teria visto nas areias do estreito que descobriu. Agora há uma nova versão para essa história. Havia na época, uma obra popular na Europa que narrava as façanhas do herói Primaleon. O vilão desse folhetim, descrito com “semi-selvagem, metade homem, metade animal, de grande corpulência”, chamava-se Patagón Magalhães, impressionado com a estatura dos nativos, teria tirado o nome do vilão da obra.

Na patagônia, o dia não termina, os dias de verão são intermináveis e as noites de inverno, longas demais. Chamadas de estações austrais, o sol chega a clarear às 3 da manhã e se pôr às 11 da noite. O vento, principalmente no verão, chega a alcançar até 90 quilômetros por hora. Acaba trazendo frio pela perda de calor – mesmo nos dias ensolarados. E também forma estranha de nuvens arredondadas.

O gelo, diga-se, está na origem dessa que é a mais jovem cordilheira do mundo – com 12 milhões de anos, contra pelo menos 60 milhões dos Andes. Até 12 mil anos atrás, a impressionante explosão dos subterrâneos da Terra que gerou o maciço era pouco perceptível. Uma crosta de mil metros de gelo ocultava o lugar onde hoje estão os vales e os lagos de estranhas e lindas cores (verde, púrpura, azul e cinza) que fazem parte do parque nacional.
Mas a era do gelo passou, os glaciares se liquefizeram e as torres despontaram com essa força brutal e hipnótica que deixa os visitantes em transe. E ficaram ali sem registro, mesmo quando os índios kiyangos e selkmans ocuparam a área – calcula-se – 12 mil anos atrás. Notícias dela só foram chegar ao resto do mundo porque a aventureira inglesa lady Florence Dixie, nos anos de 1857, decidiu registra-las num poético livro de pequena tiragem chamado Across Patagônia (Através da Patagônia).
Quase nada mudou em todo esse tempo, pelo menos na aparência.

O aquecimento global é responsável pelo derretimento das geleiras, um fenômeno que tem até um efeito secundário bonito, já que despeja uma quantidade inusitada de icebergs desgarrados nos lagos próximos.
Também os ataques à camada de ozônio, que são mais perceptíveis nessa extremidade do globo, afetam a área, porque não poupam seus visitantes. Mesmo sob o sol pálido de uma primavera de sete graus, um ser humano é capaz de descascar com se estivesse passado semanas no Caribe.

Ainda não se sabe até que ponto os delírios irresponsáveis da humanidade vão influir nessa remota porção do planeta. Por enquanto, as 105 espécies peculiares de aves – dos caiaquenes (gansos patagônicos) aos papagaios austrais – ainda sobrevivem no microclima colossal cordilheira.

Os guanacos, que vem a ser uma espécie de lhamas sulinas, ainda ocupam seus espaços com a inconseqüência de quem vive no paraíso. Os pumas, vez ou outra, desce as íngremes paredes para devorar sua porção de huemules (um tipo de veado local), ou disputar pequenos animais em decomposição com uma revoada de condores.

Hoje os poucos habitantes da região são gaúchos, que são estranhamente parecido com os outros, que se espalham por três mil quilômetros rumo ao norte, até as serras do sul do Brasil. Quanto aos antigos habitantes, os índios, foram exterminados pelos colonizadores e hoje são apenas fantasmas largados na paisagem espantosa, e seu legado são alguns nomes de acidentes geográficos locais.

Não há mais os patagões, os gigantes selvagem que Fernão de Magalhães identificou e batizou quando descobriu essas terras (hoje se sabe que eles não eram de fato gigantes apenas seres de 1,70 metros altíssimos ao olhar de europeus que na época tinham em média 1,55 metro).
Nem os milodóns, primitivos animais herbívoros com aparência de urso, cujas ossadas foram encontradas por arqueólogos nas imediações do Paine.

As pedaladas

1) 22 km

2.1) 22km

2.2) 35 km

3) 47 km

4) nao lembro

5) 70 km

Após a longa viagem, montamos acampamento, na Lagoa Azul. Um lugar magnífico de frente para os picos mais impressionantes que guardei em minha memória, as Torres del Paine. Lá ficaríamos acampados por dois dias pedalando por trilhas locais e nos preparando para a travessia final.

No primeiro dia de acampamento pedalamos 22 quilômetros por trilhas locais, só single track e quase sempre com o lindo visual de fundo das Torres del Paine.

No segundo dia mais 25 quilômetros de pedal, na direção de destino de nossa travessia. Uma pedalada de reconhecimento e de confirmação das permissões para atravessar as fazendas, estâncias como são chamadas por lá. Subimos bastante até uma planície de vista maravilhosa de imensos vales e uma paisagem desértica de muita paz, uma pena que as Torres del Paine estavam atrás das nuvens neste dia. Fizemos contatos com alguns gaúchos locais onde tiramos algumas informações sobre o caminho e retornamos pelo mesmo caminho para nosso acampamento base.

Após o almoço saímos com um grupo de 4 pessoas para percorrer um roteiro que eu tinha feito três anos atrás em uma viagem somente na região de Torres del Paine. O objetivo era contorna a Lagoa Azul. Foram 35 quilômetros de muito prazer. Na verdade conhecia apenas parte do roteiro, e que roteiro ! M A R A V I L H O S O !  pesado e muito técnico também, pois além das fortes subidas, single track inesquecíveis com as Torres del Paine ao fundo. Além da beleza, o que mais chamou a atenção foi a quantidade de animais: Guanacos aos montes nos observavam curiosos,lebres, pássaros e zorros (uma espécie de raposa) também víamos direto.

A Travessia

O terceiro dia de pedalada foi o início de nossa travessia. Ninguém, nem a equipe de apoio, imaginavam o que viria pela frente. Para todos os participantes foram entregues uma sacola, onde deveríamos colocar somente o essencial para uma noite e o dia seguinte de pedalada. Pois o espaço das duas caminhonetes 4 x 4 que nos acompanharam eram limitados. Além de nossa bagagem, parte do material de camping e comida tinha que ser embarcados também. Pelo outro lado nosso caminhão de apoio seguiria pela estrada normal levando todo o restante da bagagem.

A pedalada veio e subimos, subimos muito. A florida estradinha nos surpreendeu, até que estava boa pelo que imaginávamos. Descobrimos depois que se tratava de uma estrada estratégica no caso de uma guerra. Vales, montanhas e picos nevados faziam parte dessa magnífica pedalada. Neste dia estávamos sob vigilância de um carabineiro, um policial chileno que nos acompanhava de moto e que teria o objetivo de fazer os trâmites de fronteira assim que saíssemos do país. Acompanhou-nos por uns 20 quilômetros até chegarmos a um rio com muitas pedras. Ele não conseguiu passar com sua moto e foi obrigado a retornar.

Mas tarde seriam enviados outros dois carabineiros em um carro 4×4. Conseguimos sem dificuldade atravessar o rio, apesar da gelada água que parecia gelar a alma. Fizemos um lanche do outro lado do rio e subimos mais, agora à subida parecia ser mais forte ainda. Com mais pedras a dificuldade aumentou ainda mais. Após uma paisagem de vegetação rasteira a estrada atravessou um lindo bosque com enormes árvores e nos trechos de abertura da mata um presente da mãe natureza: Lá longe bem no fundo, nas nossas costas, a linda vista do maciço das Torres del Paine. Para mim a viagem estava ganha ali. Dali em diante descemos bastante, estávamos próximo da fronteira de Chile e Argentina. Aos poucos a estrada foi acabando até virar uma trilha que terminava em uma cerca. Do outro lado da cerca a Argentina. Naquele momento com certeza o coração de muita gente bateu mais forte, pois estávamos por realizar algo que ninguém jamais havia feito em cima de uma bicicleta. Tiramos uma foto histórica no marco de divisa dos dois países e retornamos uns dois quilômetros para montar o acampamento na beira do rio, após 47 quilômetros de pedal. Foi o local mais frio de toda a viagem! Assim que o sol se, pois a temperatura baixou bastante. Banho? Alguns corajosos tentaram um banho no rio, mas a maioria não se banhou.

Atravessando a fronteira: Argentina.

Em nosso quarto dia de pedal, foi também um dos mais maravilhosos. Felizmente já tive a oportunidade de pedalar nas principais trilhas do planeta, mas nada se compara a Patagônia. Este trecho percorrido no território argentino foi uma das coisas mais maravilhosas por onde passei.

A noite anterior fez bastante frio, os policiais chilenos (carabineiros) que nos acompanharam disseram que a temperatura chegou a -5°. Tudo que estava fora amanheceu com uma fina camada de gelo. A água dentro da caramanhola também congelou, o frio foi intenso mesmo. Só conseguimos desmontar o acampamento assim que o sol deu as caras. Neste trecho as duas caminhonetes 4×4 que nos acompanhavam não poderiam seguir com agente, tendo que voltar pelo caminho real, em uma volta de aproximadamente 500 quilômetros. Enquanto isso do outro lado da cerca, na Argentina, parte de nossas bagagens seguiriam em cavalos com outra equipe de apoio. Na divisa a despedida dos carabineiros chilenos que acabaram tornando nossos amigos, mas só nos deixaram após passarmos para o outro lado.

Já em território argentino, todo o trecho seria percorrido em um maravilhoso single track, foram 32 quilômetros, onde contornamos uma montanha conhecida como Cerro Cristal. A trilha, um caminho de gado, pois estávamos em uma propriedade particular, ora seguia em meio a um vale, depois em meio a uma floresta até chegarmos à beira de uma montanha, onde a trilha em alguns momentos ficava ao lado de um penhasco.

Esta é a Patagônia. Pode-se descrevê-la, por exemplo, a partir dos contrastes entre seus elementos. Às vezes eles brigam entre o horizontal e o vertical, outras vezes se diferencia pelas cores, pelos tons de claro e escuro ou pelo vermelho berrante das flores brotando a poucos passos do azul gelado dos glaciares.

 

O ponto alto foi o momento que avistamos o Glaciar Perito Moreno e a imensidão azul do lago Argentino. Foi emocionante. Após cruzarmos a trilha, entramos no Parque dos Glaciares e montamos acampamento no Lago Roca. Nossa chegada foi bastante comemorada, com direito a champanhe e cobertura da mídia local.

O Parque Nacional Los Glaciares, criado em 1937 para preservar testemunhos tão importantes da história geológica do planeta, é um verdadeiro mostruário das eras glaciais e pode-se chamá-lo de laboratório natural com janelas abertas não só para o passado, mas também para o futuro da Terra.

Último dia de Pedal: Glaciar Perito Moreno

Pela manhã, os picos das montanhas montanha a nossa volta havia amanhecido branco, sinal de muito frio.  O objetivo deste dia era o Glaciar Perito Moreno. O percurso se deu por uma estrada típica da Patagônia: toda pavimentada com rípio, material sedimentar resultado de uma mistura que vai desde a poeira microscópica até pedras do tamanho de um punho, formadas pelas erosões provocadas pelas geleiras nas das montanhas.

Por experiências anteriores, sentir no rosto o proverbial vento que acossa a região de maneira contínua e implacável era meu grande receio neste dia, pois poderia transformar uma tranqüila pedalada em um inesquecível sofrimento. Felizmente tivemos sorte, o vento soprou a nosso favor durante quase todo o trajeto.

A paisagem magnífica nos encantava a cada quilômetro. A placitude dessa zona imensa e inóspita só é quebrada pelas colinas erodidas. Parecia que estávamos em dois mundos totalmente diferentes. De um lado, avistávamos montanhas com cumes nevados, do outro, montanhas de tons vermelhos e solo pedregoso que fazem da vegetação uma cobertura rala, pontuada aqui e ali por arbustos de cores mais verdes, quase um deserto. No centro, o belíssimo Lago Argentino, o maior do país e um dos maiores do mundo. A aparência leitosa das águas dos belos lagos é também fruto do trabalho do gelo. Esta turbidez deve-se à presença de sedimentos finos, a chamada “farinha de pedra” que resulta da erosão glacial transportada para os lagos pela água do degelo. A própria abundância de lagos é testemunha do rico passado gelado. E esse conjunto de fatores deixa tudo muito lindo!

Após 65 quilômetros de pedal, quase toda pedalando de baixo de uma chuva fina e muito fria, finalizamos nossa ciclo expedição no Glaciar Perito Moreno, a região considerada uma das mais belas do planeta. Sua localização de fácil acesso e de excepcional visibilidade recebe turistas de todas as partes. Deixamos as bikes de lado e seguimos caminhando ansiosos para ficar frente a frente ao grande bloco de gelo.

O Glaciar Perito Moreno, cujo nome é uma homenagem ao geógrafo argentino Francisco Pascasio Moreno (um dos pioneiros em fazer o levantamento nesta área), é o mais conhecido e o mais famosos dentre os muitos glaciares que fazem à beleza e a fama do Parque Nacional dos Glaciares, localizado nas imediações da cidade de El Calafate, na província de Santa Cruz, sul da Argentina.

O Glaciar Perito Moreno é, sem dúvida, uma das visões mais fantásticas de toda a viagem – talvez de todo o mundo! – e faz jus ao título de patrimônio natural da humanidade concedido pela Unesco. A massa de gelo tem cinco quilômetros de frente e mais 60 metros de altura acima do nível da água e se estende por 35 quilômetros até alcançar as colinas dos Andes. Essa fabulosa massa compacta de gelo, formada há 20 000 anos, escorre pelas montanhas até poucos metros da floresta. E Todo dia o gelo avança 5 metros sobre as corredeiras, fazendo despencar placas enormes, num espetáculo grandioso e ensurdecedor. É difícil de conter exclamações de assombro.

Mas a aventura não havia terminado. Como curzamos a fronteira por um local onde não havia aduana, fomos atrás do carimbo em nosso passporte, na cidade de El Calafate. Os avisos que haviamos enviados para lá nada adiantaram. Ficamos horas para explicar nossa entrada até finalmente carimbar nosso passaporte. Alguns de nosso grupo tiveram problemas no aeroporto de Buenos Aires, por não conhecerem o carimbo no passaporte, pois não era um carimbo de aduana conhecida.

Mas foi uma inesqucível viagem. Devido a dificulda de organizar, por ser uma travessia por uma fronteira que não existe aduana, não realizamos mais.

Onde é

O parque nacional de Torres del Paine fica na 12ª região do Chile, antes chamada Província de Magalhães e Antártida Chilena. No Sul do Chile e a 280 quilômetros a noroeste da cidade de Punta Arenas.

O Parque Nacional Los Glaciares fica no sul da Argentina, no sudoeste da Província de Santa Cruz, O Glaciar Perito Moreno fica na região de El Calafate, região da Patagônia Andina, quase divisa com o Chile. Perto de El Calafate estão os maiores e mais impressionantes rios de gelo, todos formados a partir de ramificações de uma vastíssima planície glaciar continental que recobre parte dos Andes, nessa região limítrofe entre a Argentina e Chile. Esta planície gelada tem um comprimento de 350 km (sentido norte-sul), largura que varia de 40 a 60 km e uma área de aproximadamente 14.300 km 2.

Como Chegar

Para Torres del Paine: de avião via Santiago até Punta Arenas (cerca de 7 horas de vôo) pela Lan Chile. De Punta Arenas existem traslados para Puerto Natales, porta de entrada do Parque Nacional de Torres del Paine. Também em Puerto Natales é possível seguir de ônibus para El Calafate.

A partir de Buenos Aires é possível ir de avião diretamente para El Calafate.

Nossa sugestão saindo do Brasil é ir pelo Chile até Santiago e depois Punta Arenas e voltar pela Argentina de El Calafate até Buenos Aires.

Melhor época – janeiro e fevereiro.

O que levar – Roupas impermeáveis são itens imprescindíveis. Assim como óculos de sol, forte protetor solar (lembre-se que nesta latitude está o buraco da camada de ozônio) e casacos corta vento. Em todos os casos, leve sacos de lixo. Não há coleta dentro do parque e os viajantes são obrigados a carregar seu próprio lixo até a saída.

Quem Leva: O Sampa Bikers é pioneira em cicloviagens pela Patagônia , realiza anualmente diversas viagens pela Patagônia chilena e argentina nos meses de janeiro e fevereiro. Mais informações de nossas saidas acesse o calendário neste site.