Aldeias Históricas de Portugal

Pedalando pelas Aldeias Históricas de Portugal

 Em 2007 fizemos parte de uma incrível expedição de mountain bike em Portugal em companhia de Gary Fischer, um dos mentores do  mountain bike e o inventor da mtb 29, que naquele ano era uma grande novidade.E contou com a participação especial de Gary Fisher. Foi simplesmente inesquecível !

 

 

Portugueses, brasileiros, canadenses, americanos e um sueco , formaram o grupo 25 mountain bikers de que percorreram durante sete dias cerca de 535 km e mais de 13 mil metros acumulados de altimetira. Um verdadeiro desafio de puro e duro mountain biking no circuito conhecido como Aldeias Históricas de Portugal.

A Rota das Aldeias Históricas é um percurso que une as 10 Aldeias Históricas (Almeida, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piodão e Sortelha). A grande rota das Aldeias Históricas, criada no ano 2000, percorre 17 regiões do interior da Beira, abrangendo um total de 52 povoações, atravessando paisagens de grande beleza natural e aldeias com uma fortíssima herança cultural e histórica.

Pedalar em Portugal é uma coisa fantástica. Gente afável, país com muitas e antigas marcas da história, de uma natureza quase intocada, de novas experiências, da saudável cozinha mediterrânica e de grandes vinhos.

Foram 7 longos dias de muitas pedaladas, muita subida, pedras, força e calor. A cada dia vimos a paisagem mudar com o passar dos quilômetros, descobrindo os nomes pintados nas placas de cada nova terra,  surpreendido por cidade cosmopolitas, ver passar as casas, as cercas, as pontes e os rios, os animais vagarosos pastando nos campos, as pessoas atenciosas. Castelos, Parques Naturais e aldeias.

De bicicleta, descobrimos as aldeias uma por uma, como nos contos de fadas. Abundam as muralhas, como assinaturas do tempo sobre o chão pisado pelos séculos. Ruas misturadas com histórias de pessoas que se  conhecem pelo nome. Pequenos recantos encantados, prontos para uma fotografia. Paisagens inundadas pelo sol, onde se descobre a geometria das oliveiras e dos pomares de frutas, ou das muitas ovelhas que salpicam o horizonte. São locais de saberes antigos. Um Portugal, genuíno e generoso.

 Alguns números:

  • Distância total: 535 km.
  • Dia mais curto: 61km.
  • Dia mais longo: 90 km.
  • Acumulado em subida: 13896
  • Alt. Máxima: 1657 m
  • Alt. Mínima: 255 m 

 

Com quase 500 anos de atraso, talvez seja a hora de inverter a rota das caravelas e desbravar as terras lusitanas. Tudo isso em cima da bicicleta!

 

 

1º Dia  – Castelo Novo – 15 km – aquecimento

Distância total: 15,65km

Acumulado subida: 400m

Alt. máxima: 788m

Alt.mínima: 460m

No primeiro dia de pedalada iniciamos a travessia na pequena aldeia Castelo Novo, situada aos pés da Serra da Gardunha que apresenta um notável patrimônio histórico e cultural. Castelo Novo também é conhecida como a “Fonte da Gardunha”, devido a abundância de água que a serra proporciona. Vários chafarizes são encontrados espalhados pela pequena aldeia, com o destaque para o Chafariz da Bica, o Chafariz de D. João V e o Chafariz D’El Rei. Sua povoação está datada de maio de 1202. Após encher nossas caramanholas em uma das várias bicas espalhada pela cidade, fizemos um curto pedal para verificar se nossos equipamentos fizeram boa viagem, percorremos o pequeno povoado, onde fizemos uma rápida visita ao castelo.

2º dia – Castelo Novo até Monsanto – 67 km.

Distância total: 67,28km

Acumulado subida: 1102m

Alt. máxima: 637m

Alt.mínima: 268m

Apesar do desnível altimétrico desse dia não ser dos maiores, o calor de quase 40 graus e o ar seco tornou a pedalada das mais difíceis de todo o roteiro. Cruzamos vários povoados, Atalaia do Campo, Orça, aldeia Santa de Margarida e Proença Velha, onde fizemos uma parada para reagrupamento do grupo e repor as energias com um lanche reforçado. Dali em diante atravessamos uma zona bastante seca de Eucaliptal, mas atrás dos muros de pedras surgiam outras árvores como o Carvalho e Oliveras. Chegamos a Idanha-a-Velha, uma aldeia localizada na margem direita do rio Pônsul, sobre a cidade romana de Egitânea. Esta aldeia histórica foi provavelmente fundada no período de Augusto(século I a.c.). Destaque para os numerosos monumentos da arquitetura religiosa e militar e o impressionante lagar de varas, utilizado para a produção de azeite.Trata-se de uma etapa bastante plana, sem grande dificuldade, marcada pela presença constante do xisto e do granito.

Em Idanha-a-Velha, povoado de origem romana, não dá para perder o impressionante lagar de varas, para a produção de azeite, e as ruínas romanas.

3º Dia  – Monsanto-Sortelha

Distância total: 88 km

Acumulado subida: 1995m

Alt. máxima: 893m

Alt.mínima: 269m

O percurso que nos leva até Sortelha segue por longos trechos planos. Esporadicamente uma ou outra subida, mais ou menos acentuada, quebram o ritmo da pedalada sem, no entanto, constituir grande dificuldade. Atrravessamos várias aldeias, a primeira foi Penamacor, depois a Aldeia de João Pires – nesta pequena povoação será possível avistar durante o caminho alguns vestígios da presença romana na região, como pontes e cruzeiros. A partir dessa região notamos alguma diferença tanto na vegetação como no relevo, pois trata-se de uma zona de transição entre a zona montanhosa a Norte (Serra da Estrela) e a planície a Sul (Idanha e Alentejo).

Seguindo pela parte Norte da região em direção a Sabugal, passamos por Meimoa e pela sua imponente ponte romana. Lá fizemos uma longa parada para o almoço, na esplanada junto à ponte romana sobre o rio da Meimoa, onde se encontra uma refrescante praia fluvial. Continuando o percurso contornamos a barragem da Meimoa, em direção à última aldeia do dessa região, Meimão. Durante este trecho é impossível não reparar na beleza natural e nas paisagens – trata-se da Reserva Natural da Serra da Malcata, até há pouco tempo (anos 90) habitat do Lince Ibérico (Linx pardinus), hoje espécie em vias de extinção e considerado o felino mais ameaçado do mundo.

Após contornar a bela represa,  seguimos rumo a Sabugal, onde passamos por mais duas aldeias (de Santo António e Urgueira) antes de chegar ao destino final. O caminho entre estas duas aldeias decorre por uma extensa faixa de Carvalho-negral, um dos trechos mais bonitos da etapa.

Sortelha situa-se numa região de muitas pedras e conta com um vastíssimo património monumental. Quando entramos pela sua imponente porta ogival, temos a sensação de regressar à Idade Média. Destaque para os monumentos que encontraremos entre muros, como o Pelourinho, situado logo à entrada da cidadela no Largo do Corro, entre outros. Subir as escadas que dão acesso às muralhas em Sortelha, às torres e a outros pontos de vigia, tem se uma ideia da importância que esta povoação teve na defesa do território português.

Dia 4 – Sortelha – Castelo Mendo – Almeida (90km)

Distância total: 90,27km

Acumulado subida:1615 m

Alt. máxima: 914m

Alt.mínima: 550m

Etapa longa, com alguns desníveis não tão acentuados e com  uma grande variedade de pisos: pedras soltas, à beira de rios (terreno pesado), outras por calçadas romanas. A vegetação também apresenta algumas alterações.

Até chegar a Castelo Mendo, o percurso passa por povoações bastante ineressantes que nos chamou bastante a atenção – Urgueira e Sabugal, onde paramos para visitar o belo castelo. Existe uma rima popular alusiva a esta povoação e ao seu castelo: “Castelo de 5 quinas só há 1 em Portugal, fica à beira do Côa na vila do Sabugal”.

Seguindo nossa pedalada passamos por o Souto , Alfaiates onde paramos para almoçar. O percurso passou depois por Rebelosa, Aldeia da Ribeira e Freinada.Todas estas aldeias desempenharam um papel decisivo na defesa do território português.

Já próximo de Castelo Mendo, passamos por uma ponte sobre o Rio Côa antes de entrar nesta aldeia histórica.

Castelo Mendo remonta dos primeiros tempos da monarquia portuguesa. A aldeia é possuidora de um grande valor histórico, sendo envolvida por muralhas medievais que serviam de complemento à defesa natural de que o local é beneficiado. Apresenta várias construções que tiveram funções religiosas, militares e administrativas.

A última parte da etapa que nos levou  até Almeida, passaou por Leomil  e Ansul. Os estradões percorridos nesta travessia são, na sua maioria, bastante largos e de piso regular. Por outro lado, a travessia do Côa nos obrigou a vencer um desnível significativo, mas sem grandes problemas.

Chegamos a Almeida , depois de passar outra vez o rio Côa. Esta aldeia histórica é, sem dúvida, um dos melhores exemplares de fortificação existente em Portugal – vista de cima, parece uma estrela de 12 pontas.

Situa-se no Planalto das Mesas, a 2,5 quilómetros da margem direita do rio Côa e a 7 quilómetros da fronteira com Espanha. Pela sua localização, teve, desde a Idade Média até ao século XIX, uma grande importância militar. Na Idade Média o rio Côa constituía a linha de fronteira entre os reinos de Portugal e Leão. A Praça Forte de Almeida (séc. XVII/XVIII), é um perfeito exemplar da arquitetura militar barroca, é uma fortaleza com traçado hexagonal em estrela.  Este povoado foi palco de inúmeras contendas, mas resiste ao tempo perfeitamente conservada.Por isso constitui um dos maiores expoentes da arquitetura militar em Portugal.

 

Dia 5 – Almeida – Castelo Rodrigo – Marialva

Distância total: 72km

Acumulado subida: 1320m

Alt. máxima: 794m

Alt.mínima: 273m

Etapa com trechos planos e rápidos, mas com cascalho solto em alguns trechos que tornava o piso muito irregular.

O percurso seguiu em direção a Vale de Coelha, situado junto à fronteira com Espanha. A partir deste ponto rumamos em direcção a Norte, sempre junto à fronteira, passamos junto à Fonte das Hortinhas até passarmos perto de Almofala.

Durante este percurso ficamos maravilhados com a beleza natural. O Parque Natural do Douro Internacional é caracterizado pela grande variedade de fauna e flora que conserva. Além da beleza natural, predomina  no percurso paisagem rural e agrícola muito intensa, incluindo vinhas já pertencentes à região demarcada do Douro.

Depois de passar pela Ribeira de Aguiar chegamos à aldeia histórica de Castelo Rodrigo  este local está intimamente ligado a histórias de guerras no passado e da passagem dos peregrinos que se dirigem a Santiago de Compostela.

Na época romana, pode ter sido construída uma fortaleza, talvez sobre uma outra construção já existente, na qual D. Afonso IX, rei de Leão, terá mandado reconstruir as muralhas, em 1209, quando decidiu criar o “concelho perfeito” de Castelo Rodrigo.

Continuando a Oeste, a abundância dos rios que correm em vales muito cavados fazem com que os desníveis a vencer sejam grandes e sempre com muitas pedras, uma constante em toda a viagem. Por duas vezes tivemos que seguir pelo asfalto, que acabou sendo um descanço para as pernas.

Passamos perto de Freixeda do Torrão, mais uma vez pelo rio Côa,Juízo e Gateira. A partir deste ponto avistamos Marialva e seu imponente castelo no alto do morro, no chamado “planalto das lendas”. D. Afonso II doou esta povoação a uma senhora de nome D. Maria Alva por quem se teria apaixonado, daí o nome da aldeia.

Das muralhas e castelo antigo que constituíram uma das mais fortes praças de guerra do reino, restam as ruínas da pequena cidade. Despovoada pelas lutas da Reconquista, D. Afonso Henriques mandou-a repovoar. D. Sancho I, reconquistou-a em 1200; data em que o povoado extravasou a muralha, formando-se assim o Arrebalde que apresenta uma malha urbana de traçado predominantemente medieval, onde proliferam igrejas, capelas, casas quinhentistas e senhoriais, a par de um conjunto de habitações rurais com características típicas da região.

 

Dia 6 – Marialva – Linhares da Beira (65km)

Distância total:  65km

Acumulado subida: 1459m

Alt. máxima: 901m

Alt.mínima: 359m

Etapa sem grandes desníveis, apenas na região de Trancoso encontramos algumas subidas e descidas mais acentuadas. Sempre repleto de pedras e algumas calçadas romanas.

O percurso continuou rumo ao Sul, passando por várias povoações: entre estas, Rabaçal, Moreirinhas, Castaide, Rio de Moinhos , Venda do Cepo, Aldeia Nova , Mesquitela , Carrapichana , Figueiró da Serra , e, finalmente, já dentro dos limites do Parque Natural da Serra da Estrela, encontramos a nossa aldeia histórica, Linhares da Beira.

O dia também ficou marcado pela travessia de alguns cursos de água, incluindo o rio Mondego que nasce na Serra da Estrela e desagua na Figueira da Foz.

Linhares, destino final do dia,está  situada numa das áreas da Serra da Estrela, a 810 metros de altitude, o seu esforço durante a etapa é imediatamente compensado pela deslumbrante paisagem que rodeia.

A Serra da Estrela é reconhecida internacionalmente como uma área importante do ponto de vista da conservação da natureza. Fato que lhe mereceu, em 1976, a classificação como Parque Natural, sendo atualmente uma das mais extensas áreas protegidas portuguesas. O caráter único do Planalto Central da Serra determinou que em 1993 o Conselho da Europa lhe atribuísse o estatuto de Reserva Biogenética. Deste modo, constitui habitat para uma grande diversidade de espécies de fauna e flora com estatuto prioritário de conservação.

O Castelo em Linhares é visita mais do que obrigatória. Este foi construído em 1291, no reinado de D. Dinis e supostamente sobre as ruínas de uma antiga construção pré-romana da Idade do Ferro. Com a conquista romana, Linhares passou a integrar o traçado das vias romanas de comunicação e transporte, restando ainda visível parte da Calçada Romana, que ligava esta povoação a Mangualde e por onde passamos com muita dificuldade com nossas mountain bikes. Por outro lado, Linhares encontra-se também aberta e receptiva aos tempos modernos. Tornou-se capital nacional do Parapente e recebe anualmente um encontro e competição desta modalidade, que reúne pilotos e visitantes de todas as nacionalidades.

Dia 7 – Linhares da Beira – Piódão (77km)

Distância total:  77km

Acumulado subida: 3476m

Alt. máxima: 1657m

Alt.mínima: 289m

Esta etapa exigiu muita técnica e esforço físico. O tipo de piso varia pouco: estradões largos com muita pedra solta. No ambiente de montanha proporcionado pela Serra da Estrela, subimos fortemente e passando pelas antigas minas de volframio dos Azibrais (exploradas na segunda grande guerra por ingleses e alemães), encontramos depois a Fonte de Arca até atingir o cume da Serra na Santinha (km 20,5). Foi muito duro.

Dali em diante seguimos pedalando na crista da serra, até atingir a Barragem do Vale do Rossim onde fizemos uma parada para almoço. De lá o caminho seguiu por um estradão com mais pedras até uma outra barragem (Lagoacho)  onde tivemos que atravessar o morro por uma trilha empurrando a bicicleta. Do outro lado uma outra estradinha de terra nos levou até o asfalto que foi bem vindo para descançar as pernas. Até o ponto mais alto da Serra da Estrela (1991m de altitude), trecho este que faz parte da Volta de Portugal. Seguimos nela até à Lagoa Comprida. Um pouco depois de passar por represa, veio o prêmio do dia: Uma sensacional descida pelo asfalto, rodeados por paisagens estupendas.

O ponto final da etapa foi justamente no fim da descida em Vide, uma aldeia situada num profundo vale onde passa a ribeira do Alvoco, afluente do Rio Alva, sendo este o ponto mais baixo da etapa. Onde cada participante chegava com alguma história para contar após a longa descida. Neste ponto a grande maioria do grupo seguiu em nossa van até Piodão, local onde ficamos hospedados.

É fácil de perceber que esta aldeia é um excelente exemplo do condicionalismo da natureza sobre o Homem e da possibilidade deste se adaptar aos espaços mais inóspitos e chamar-lhe lar.

Piódão foi construída adaptando-se à irregularidade e “dureza” dos terrenos repletos de ardósia. Dos castanheiros, que cobriam as encostas, aproveitou-se a madeira para a divisão do interior das casas e as pedras de ardósia para as paredes e telhados. Assim, as casas têm os mesmos tons da serra e a aldeia vista do alto parece um verdadeiro presépio, contrastando especialmente com o branco da igreja local.

Dia 8 – Piódão – Castelo Novo (88km)

Distância total: 88km

Acumulado subida: 2800m

Alt. máxima: 1152m

Alt.mínima: 381m

O trajeto do último dia foi com certeza o mais difícil da rota inteira. Muitas subidas, muita pedra, estradões largos e alguns trechos de asflato. Todo o tipo de terreno, puro Mountain Bike !. A Região é conhecida como  Terras do Xisto ( Xisto é a mesma coisa que Ardósia) e os vales são profundos e encaixados. As trilhas, na época das chuvas, tornam-se lamacentas e, por isso, “pesadas” ao contrário  das estações quentes em que levanta muito pó (como foi o nosso caso).

Devido aos desníveis muito acentuados, foram formados 3 grupos: dos Prós que sairam desde o Piodão, Intermediários (30 km a frente) e a galera do Fundão (50 km a frente).

Apesar de ter sido bastante difícil as paisagens do território do xisto são encantadoras, com pequenas aldeias encravadas nas encostas fundido-se na paisagem, um pouco parecido com Piódão. O percurso sobe quase ao ponto mais alto da Serra do Açor logo à saída do Piódão (S.Pedro do Açor), passando por Fórnea. Ali começamos a encontrar enormes ventoinhas para captação de energia eólica onde seguimos pelos estradões que as unem. Após muita subida chegamos a Dornelas do Zêzere (km 43), após uma descida das mais difícies, cheia de pedras ,inclinadas e téncinas por onde pedalei. Deu mêdo !

Após uma longa parada para um lanche seguimos o trecho final praticamente todo pelo asfalto, pois as pernas já estavam fracas, passamos o rio Zêzere, subindo até onde se pode avistar o ponto mais alto de Portugal (a Torre na Serra da Estrela) e as antenas da Serra da Gardunha.

Passamos também por Partida e continuamos por Pereiros, S. Vicente da Beira (Ponto de água/km 76) e finalmente a Aldeia Histórica de Castelo Novo , no coração da Serra da Gardunha, ponto em que completamos o circuito das Aldeias Históricas de Portugal.

Após a incrível semana de pedal, tivemos tempo ainda de pedalar por Lisboa. Foi Inesqueceível !

O evento foi organizado em Portugal pela A2Z, patrocinado pela TAP e pelo departamento de Turismo de Portugal, que tem o objetivo de divulgar esta rota para os praticantes do mountain bike em todas as partes do planeta. No Brasil o Sampa Bikers ficou encarregado de organizar o grupo de brasileiros.